Quando você pensa na infância, qual é a lembrança mais antiga que tem da voz dos seus avós? Pode ser uma cantiga, um ditado engraçado, uma história contada ao pé da cama ou apenas o som de um café sendo passado na cozinha.
Quando lemos com os avós (ou para eles), ou então quando permitimos que eles leiam para nós e nossas crianças, ativamos a memória afetiva e resgatamos aquele tempo mansinho das brincadeiras de quintal, das cenas conjuntas e das histórias ouvidas sem pressa.
Do mesmo modo, vale escutar dos mais velhos: de qual poema eles se lembram? Há alguma música ou rima que nunca tenham esquecido? Que histórias da vida dariam um belo livro? Parar para ouvir, abrindo a porta que permite contar e revisitar memórias, estabelece uma espécie de ponte, de lugar sagrado. É um momento de atenção que cria novas memórias, fortalece vínculos, nos ajuda a conhecer algo mais de pessoas queridas que conhecemos há tempos. E os ajuda a lembrar também. A compartilhar.
É dessa troca que nascem o hábito e os rituais de família.
Colocar livros de poemas, almanaques e quadrinhas na rotina de encontros com os avós é capaz de transformar momentos comuns em lembranças que ficam para sempre. Os pequenos divertem-se com rimas e histórias, com inventividade, enquanto os mais velhos reencontram o frescor do olhar da infância. Essa troca gratuita humaniza as relações, cumprindo um valor fundamental da literatura.
Quer inspiração poética para celebrar essa data com profundidade e afeto? O catálogo da Editora Projeto é repleto de obras em versos que respeitam a inteligência das crianças e tocam o coração dos adultos.
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Texto: Camila da Costa Silva
Conteúdo e comunicação da editora Projeto
