Celebrar 50 anos de dedicação à educação é olhar para o passado com gratidão e para o presente com o mesmo brilho nos olhos do primeiro dia de aula. É com imensa alegria que compartilhamos a apresentação do novo livro de Elizabeth Baldi, Vida na Escola de A a Z. Nesta obra afetiva e inspiradora, a autora transforma suas décadas de vivências como estudante, professora e coordenadora em um dicionário de memórias, reflexões e posicionamentos. A seguir, confira na íntegra o texto em que a Beth nos conta, com o coração aberto, como nasceu esse projeto tão especial:

Vida na Escola de A a Z

Por Elizabeth Baldi

O livro traz reflexões sobre a escola e a sala de aula, a partir das minhas vivências como profissional da educação, com 50 anos de trabalho em escolas, completados em 2025. Tendo atuado em diferentes níveis da escolaridade educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental, cursos independentes de formação de professores e cursos de Pedagogia – e passado por escolas públicas municipal e estaduais, e também privadas, falo como professora, como coordenadora pedagógica e até como vice-diretora de escola, mas também como estudante. Procurei trazer minhas concepções a respeito dos diferentes elementos que compõem a escola e suas ações, concepções estas que foram sendo construídas ao longo desses anos todos de atuação, de estudos e de aprendizagens continuadas. E também relatos sobre trabalhos desenvolvidos na escola em relação a essas ideias. Mas, para além de “definições” ou relatos de trabalhos, procurei trazer lembranças, reflexões e posicionamentos. E, fundamentalmente, procurei expressar a paixão que sempre me moveu nesse trabalho. Paixão que começou quando criança (desde sempre eu quis ser professora e brincava como tal) e seguiu vida afora, com a realização do sonho a cada dia desses anos todos de profissão.

A ideia do formato de dicionário do registro vem da leitura do Dicionário da Memória Afetiva: Minha França, de Juremir Machado da Silva, Ed. Sulina, 2024, de que gostei muito. Assim como fez Juremir, jornalista e professor, com a sua França, trazendo memórias do local em que morou por vários anos e para onde sempre volta, eu faria com o mundo da escola, que sempre me fascinou tanto. Então, imediatamente após essa leitura, me joguei na escrita e ela foi acontecendo de um jeito surpreendentemente natural e fluido. Também me inspirou um livro da artista visual e ex-aluna da Escola Projeto, Marina Jerusalinsky – Adjetivo Feminino: Dicionário de Experiências, SP, Ed. Bebel Books, 2023 , que traz posicionamentos, seus e de diferentes mulheres, a respeito de palavras ligadas ao universo feminino.

Toda essa inspiração resultou em 156 verbetes!!! Mas não se assustem: ainda que no formato de um dicionário, não se trata de um livro teórico – ou assim não quis que ele fosse… , e sim de um registro, como o título explicita, de uma vida vivida e construída na escola e a partir dela. E sua publicação tem a ver com o desejo de celebrar esses 50 anos de trajetória, compartilhando um pouco dessa paixão com colegas, amigos, ex-alunos e professores, e quem sabe até espalhando-a.

Espero que vocês gostem e também possam se reconectar com suas próprias “lembranças de escola” a partir dele, como estudantes, professores ou familiares de alunos. Muito obrigada a esses dois autores pela influência que, com seus livros, acabaram me trazendo!

Obrigada à Annete, irmã e editora da Editora Projeto, responsável pela publicação!

E obrigada a todas as pessoas que me ensinaram, ou ainda ensinam, e que fizeram parte, e ainda fazem, desta minha Vida na Escola!!!

O que fica de uma vida vivida na escola?