DILAN_pDilan Camargo
Escritor

Cidade em que nasceu: Itaqui, RS
Cidade onde mora: entre Igrejinha e Porto Alegre
Data de nascimento: 31/12/1948
Livros que escreveu para a Projeto: O vampiro Argemiro, 1993; Bamboletras, 1998; BrincRIar, 2007; Poeplano, 2010. Tem participação nos livros Poesia fora da estante, 1995, e Balaio de ideias, 2007.
Primeiro livro publicado/ano: para adultos, Na mesma voz; para crianças, O embrulho do Getúlio
Site: http://www.dilancamargo.com
E-mail: dilancamargo@terra.com.br

Como você trabalha/qual sua rotina?
Não tenho propriamente uma rotina. Procuro seguir o velho ditado latino “nenhum dia sem ler, nenhum dia sem escrever”, que aprendi com o meu professor de português e de literatura, Irmão Gabriel, no Colégio Sant’Anna, em Uruguaiana. Assim, leio jornal todos os dias e algumas páginas de livros que vou pegando nas minhas estantes. Na minha leitura noturna dou preferência para um só livro, aquele que está na cabeceira da minha cama naquele momento. Por via das dúvidas, sempre tenho na cabeceira um exemplar do Dom Quixote e um livro de poesias.
No processo da escrita, anoto ideias, fragmentos de frases, palavras, versos, numa cadernetinha que levo comigo, ou até mesmo no celular. Também faço anotações em vários cadernos. Somente agora, sobre a minha bancada de trabalho, tenho cinco desses cadernos! Isso, certamente, não é um método! Quando os folheio, encontro lá numa página, meio perdido, um poema quase pronto. Um dos truques que uso é dobrar uma “orelha” na página do caderno para depois reencontrar a anotação com mais facilidade. Algumas ficam nos cadernos, em longa espera, falando em vão para essas orelhas surdas.
Atualmente, já escrevo a maioria dos poemas ou das narrativas diretamente na tela do computador. Descobri que a arte de escrever é reescrever. Por isso, sempre leio e releio tudo o que já escrevi e faço mudanças continuamente, até me dar por satisfeito, o que é muito difícil, porque sempre há o que melhorar num texto literário.
Gosto das palavras, das suas formas, dos seus sons, e de experimentar como elas se juntam ou se excluem através das suas possíveis associações ou das suas aparentes e expressas contradições. Quando escrevo poesia para as crianças divirto-me descobrindo rimas, assonâncias, aliterações, buscando a ludicidade, o humor, o nonsense.
Uma das experiências que mais aprecio é fazer excursões para regiões desconhecidas do dicionário, onde geralmente me perco, mas das quais eu volto com descobertas incríveis sobre os tesouros da língua portuguesa.
Você não precisa estudar conquiliologia para não ficar bestunto e assim nunca alcançar a estesia. Você precisa é de uma célula poética implantada na sua imaginação.

Trabalha em outra área além dos livros?
Sou aposentado do Serviço Público Estadual e como professor universitário.
Apresento o programa de entrevistas Autores e Livros, como voluntário, na TV Assembleia Legislativa, canal 16 da NET. Participo de eventos literários em escolas, universidades, programas de leituras e feiras do livro.
Comecei a trabalhar já na minha adolescência. Fui vendedor ambulante desde rapadurinhas até barras de sabão, balconista auxiliar em armazém, auxiliar de estudos, cobrador, repórter de carnaval, apresentador de programa de rádio, e redator do jornalzinho Gente Nova, em Uruguaiana.
Durante a universidade participei do Movimento de Jovens da Igreja Católica, do Movimento Estudantil, trabalhei de voluntário na alfabetização de adultos, redator de jornaizinhos alternativos, recenseador, e também fui ator de teatro amador.

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