Criar histórias com as crianças pode começar apenas com um papel, uma caneta na mão e espaço para a imaginação fluir sem cobranças. Brincadeiras simples, como o jogo dos riscos e rabiscos, ajudam a brincar com a criatividade e a imaginação de forma leve. Um faz um risco no papel, o outro completa transformando em personagem; um diz uma palavra solta, o outro continua criando o próximo pedaço da aventura.

Esse revezamento dinâmico ensina aos pequenos leitores (e aos grandes!) que inventar mundos pode ser um processo colaborativo e divertido. Ao dar espaço para o improviso, o receio da página em branco desaparece, dando lugar ao riso e ao repertório compartilhado em família. Essa troca fortalece os laços afetivos e mostra que as ideias podem nascer da liberdade de testar, de errar e de inventar caminhos sem regras rígidas.

Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos

É exatamente essa comichão criativa que José Luís Peixoto e Rita Correia celebram em Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos. Com humor e sensibilidade, o livro revela alguns segredos do processo da escrita através de uma brincadeira com a metalinguagem,  em uma metáfora inesquecível para leitores de todas as idades. É uma leitura inspiradora para ter por perto sempre que der vontade de colocar os pensamentos no papel.

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Um papel, uma caneta e uma comichão na cabeça: como inventar histórias em família